segunda-feira, 8 de junho de 2015
Ceramica Arcaica das Caldas da Rainha
Sem desrespeito de ceramógrafos e eruditos o menino deitado é um objecto de produção arcaica cujas afinidades morfológicas ,técnicas, estéticas e crómaticas podem ser aceites como raízes das olas típicas de decoração mista,incisa e relevada, de vidrados que fazem os primores das ceramicas das Caldas.
Irmãs Flores - Arte Bonequeira
IRMÃS FLORES
As barristas Irmãs Flores, são duas irmãs que uniram esforços para trabalhar como artesãs independentes em Estremoz na arte bonequeira.
Maria Inácia Fonseca nasceu em São Bento do Ameixial (concelho de Estremoz) no ano de 1959 e Perpétua Fonseca, sua irmã, nasceu também em São Bento do Ameixial, um ano depois. Ambas já têm uma experiência acima dos vinte anos nesta arte popular, apesar de trabalharem em oficina própria somente desde 1987.
Recentemente mudaram-se da sua antiga oficina situada na Rua das Meiras, para o Largo da República, onde dispõem de um amplo espaço comercial e oficina.
Começaram a tomar contacto com os bonecos de Estremoz em Novembro de 1972, com a mestre artesã Sabina Santos em cuja oficina, situada na Rua Brito Capelo (no imóvel onde hoje trabalha a barrísta Maria Luísa Palmela), entraram para pintar as peças realizadas por esta. Aqui tomaram gosto pela arte bonequeira, e aprenderam os fundamentos basilares de modelação, cozedura e pintura, os quais ainda hoje seguem. Inspiram-se igualmente na colecção do Museu Municipal Prof. Joaquim Vermelho (Estremoz), para recriarem as figuras do passado. Tem também um conjunto de criações próprias, resultado já da sua experiência enquanto barristas. Realizaram já peças como “O jogador da Malha”; “Nossa Senhora do Ó”; “O farmacêutico”; “Azeitoneiras”, etc. Muitas destas peças surgem em virtude de encomendas, ou de inspiração encontrada para se fazerem temáticas novas ao modo de Estremoz.
O seu trabalho é igualmente muito inspirado numa relação de proximidade que tiveram com o antigo Director do Museu Municipal, o Prof. Joaquim Vermelho, cujas propostas acolhiam sempre com entusiasmo. Aliás, foi mesmo este estremocense que as incentivou a seguirem um caminho autónomo depois da sua mestre se ter reformado. Em 2002 iniciaram um trabalho de recuperação da antiga arte de Faiança de Estremoz. Este trabalho de recuperação deve-se muito ao esposo de Perpétua Fonseca, o Sr. Sousa, que actualmente se dedica a 100% a esta arte. A Faiança é reproduzida por uma pequena equipa que labora numa oficina situada na Zona Industrial.
Distinguem-se pela abertura que têm a projectos educativos na área da barrística, nunca negando uma visita guiada à sua oficina, ou uma aula, ou um atelier. Todos os anos recebem centenas de alunos das escolas de Estremoz e de outros pontos do país. O pormenor, o apuro técnico, respeito pelas reais dimensões de um boneco, respeito pelas cores tradicionais, e a simplicidade, são as mais valias que o seu trabalho apresenta e por todos reconhecidos.
Participam anualmente em diversas feiras de artesanato do norte a sul do país. Já exibiram a sua arte, por diversas vezes, em exposições colectivas e individuais no Museu Municipal Prof. Joaquim Vermelho. Participaram também em exposições no Museu de Barcelos e Museu Nacional de Etnologia. Internacionalmente já estiverem em Bruxelas, Nantes e Toronto. Desde 2007 possuem a Carta de Reconhecimento de Origem Geográfica de Artesanato do Concelho de Estremoz, atribuída pela Câmara Municipal de Estremoz.
domingo, 7 de junho de 2015
O âmbar
O âmbar é uma substância que, desde tempos ancestrais, fascina o Homem, levando-o a produzir joias e pequenas estátuas. Ele provém dos arbustos de outrora, que se erguiam sobre o solo há milhões de anos atrás e elaboravam uma matéria viscosa conhecida como resina. Eram pinheiros de regiões de climas temperados e leguminosas de campos tropicais.
Este elemento tinha uma utilidade, a de evitar a invasão de bactérias e insetos na madeira destas árvores. Aos poucos a resina teve os líquidos e o ar que a compunham eliminados, o que provocou um processo denominado polimerização em seu material orgânico; desta forma ela se tornou mais rija e se converteu no que hoje é considerada a substância mineral, mas não cristalina, conhecida como âmbar.
Este elemento tinha uma utilidade, a de evitar a invasão de bactérias e insetos na madeira destas árvores. Aos poucos a resina teve os líquidos e o ar que a compunham eliminados, o que provocou um processo denominado polimerização em seu material orgânico; desta forma ela se tornou mais rija e se converteu no que hoje é considerada a substância mineral, mas não cristalina, conhecida como âmbar.
Este material sempre esteve envolvido com crenças mágicas. Muitos preservavam a crença em seu dom medicinal, utilizando o âmbar em pó misturado com mel para combater a asma, a gota e inclusive a peste negra. Assim, ele atuava também na esfera mística, na luta contra o Mal, daí sua presença em talismãs e terços; e também nos incensos, para espantar os espíritos negativos.
Os cientistas cultivam igualmente um interesse maior pelo âmbar, especialmente geólogos e paleontólogos, que o vêem como um significativo índice da vida no período pré-histórico, pois em algumas destas resinas fósseis estão incrustados insetos, lagartos, folhagens e flores que aí permanecem imobilizados há milhões de anos, e que se tornaram alvo de estudo dos biólogos. Já os arqueólogos investigam os caminhos ancestrais percorridos pelas transações comerciais desta substância, enquanto os pesquisadores da ciência genética privilegiam a pesquisa do DNA dos organismos aí presentes, tentando com estas pequenas peças montar o quebra-cabeça da existência na Terra.
O âmbar tem qualidades elétricas, atuando muitas vezes como um imã, contando assim com um poder de atração magnética, daí este termo provir do grego ‘elektron’, que deu origem igualmente à expressão eletricidade. O Mar Báltico abriga, desde a era pré-histórica, a maior quantidade de âmbar. Ele é sempre associado aos seres que viveram na Idade da Pedra, apesar de não se saber muito sobre seus primórdios.
Para se ter uma ideia, artefatos de procedência báltica foram descobertos em criptas egípcias de 3200 a.C. Hoje se sabe igualmente que a via comercial deste material foi um monopólio dos vikings de 800 até 1000 de nossa era. A Escandinávia continua a exercer preponderância no intercâmbio comercial do âmbar, sendo seu maior exportador.
O âmbar é configurado por elementos de diferente natureza, ou seja, por vários elementos de resina que podem ser mais ou menos dissolvidos no álcool, no éter e no clorofórmio, em conjunto com uma matéria não solúvel, conhecida como betuminosa.
O Movimento Arts and Crafts
O Movimento Arts and Crafts nasce em Inglaterra c. de 1860, como reacção contra a influência da industrialização na arte, tentando que existisse uma separação total entre elas e que a criação artística e a execução técnica permanecessem ligadas Teve como mentores John Ruskin (1819-1900) e William Morris (18341896), que lutaram por uma arte pura, assente na criação e na concepção individual, na originalidade e no bom gosto, e cujos princípios gerais deveriam ser aplicados a todas as modalidades artísticas, ou seja, sem distinção entre artes maiores e artes menores, já que todas eram merecedoras de igual qualidade plástica. Para que isto acontecesse os artistas deveriam rejeitar os processos industriais e os seus materiais, regressando ao processo criativo da Idade Média, ao uso de materiais naturais e ao fabrico de peças únicas e originais, pelo método artesanal, seguindo o exemplo do folclore e tradições populares de cada país. Foi sob a influência destas ideias que se nortearam a Arte Nova e o Design…
2. Tempo: 1880-1910 - Bélle Époque Período em que as sociedades europeias viveram uma época mais feliz: paz, estabilidade política, progresso técnico e económico. Abrangeu diferentes escolas regionais e diferentes designações: • • • • • • Modern Style (Inglaterra) Art Nouveau (França e Bélgica) Jugendstile (Alemanha) Sezession (Áustria) Liberty e Floreale (Itália) Modernismo (Espanha)
3. Princípios comuns 1. Inovação formal: Recorreu à originalidade e criatividade e rejeitou os estilos académicos, históricos e revivalistas da sua época. As novas formas inspiraram-se na Natureza e no Homem, com preferência para os movimentos sinuosos e encadeados para marcar a expressividade, através de linhas e formas estilizadas, sintetizadas e geometrizadas. 2. Adesão ao progresso: Seguiu o progresso do seu tempo através do recurso às novas técnicas e materiais que usava quer na estrutura, quer na decoração, sem disfarces, aliando a sua resistência e eficácia, à sua maleabilidade e sentido plástico. 3. Adoção de uma nova estética: Expressa através da linha sinuosa, elástica e flexível, estilizada ou geometrizada, na procura do movimento, do ritmo, da expressão e do simbolismo poético, que apelava à fantasia e sensibilidade estética do espectador.
4. Influências: • Movimento Arts and Crafts; • Gótico flamejante (linhas sinuosas); • Rococó (naturalismo e requinte decorativo); • Pinturas japonesas (desenho gráfico, bidimensionalidade, naturalismo e decorativismo); • Folclore tradicional inglês, de inspiração celta.
5. Arquitetura A Arte Nova implantou o primeiro estilo verdadeiramente inovador do século XIX, rompendo com as tradições historicistas e ecléticas da arquitetura académica, conseguindo conjugar as inovações técnicas e construtivas da engenharia do seu tempo com as elevadas exigências formais e estéticas dos arquitetos, desenvolvendo-se a vários níveis: Nível técnico: adotou os sistemas, as técnicas e os materiais próprios da engenharia – como o ferro, o vidro, o aço, o betão e o betão armado – utilizandoos como materiais estruturais e de acabamento, e tirando partido deles pelas suas capacidades expressivas e maleabilidade. Nível formal: partiu de plantas livres, distribuindo as dependências de uma forma funcional e favoreceu os volumes irregulares e assimétricos, as superfícies sinuosas e movimentadas, com fachadas onde o vidro ganhava maior superfície.
6. Arquitetura Nível estético: preocupou-se excessivamente com a ornamentação, no exterior e no interior, não a conseguindo dissociar da arquitetura, sendo exagerado na quantidade; volumétrico ou bidimensional, estilizado ou geometrizado no desenho; sinuoso, movimentado e expressivo na linguagem plástica; imaginativo, naturalista, orgânico, simbólico e poético nas temáticas, com a intenção de criar ambientes elegantes e refinados onde nenhum pormenor era descuidado. Orientados pelo princípio da “unidade das artes”, os arquitetos da Arte Nova foram simultaneamente artesãos-designers que criaram, para além de edifícios, móveis, louças, papéis de parede e outros objetos de decoração. A importância e o peso da decoração não impediram que esta se aliasse à função do edifício e fizesse parte da sua estrutura. Estas características gerais foram utilizadas em várias tipologias urbanas – prédios, moradias, hotéis, bancos, lojas, edifícios públicos e administrativos, teatros, museus, igrejas, gares, etc., tendo várias particularidades dependendo do seu país de origem.
7. Arquitetura Duas tendências 1. A que aplica os novos materiais e os sistemas construtivos modernos, colocando uma maior preocupação na estética ornamental, floral, curvilínea e naturalista; 2. A que seguiu a vertente mais racionalista, mais estrutural, geométrica e funcionalista, sem deixar o ornamento, mas tratando-o de uma forma mais contida.
8. Arquitetura Artistas principais e países… BÉLGICA • Victor Horta • Henry van de Velde FRANÇA • Castel Béranger ESPANHA • Luís Domenech i Montaner • Antoní Gaudí ESCÓCIA • Charles Rennie Mackintosh ÁUSTRIA • J. Maria Ölbrich • Joseph Hoffmann EUA • • William LeBaron Frank Lloyd Wright
9. A Arte Nova surgiu tardiamente em Portugal, influenciada pelos modelos europeus, nomeadamente o francês, e deu-se durante muito pouco tempo (1905-1920). Onde foi aplicada: • prédios da burguesia urbana • em alguns edifícios espalhados pelas ruas das principais cidades • palacetes • pequenos espaços comerciais (padarias, leitarias, quiosques, cafés, restaurantes, lojas de moda, joalharias, mercearias, etc.) • átrios de teatros • etc. Integrou-se na arquitetura tradicional, não teve volumetrias nem traçados próprios, mas inovou nos materiais, nas técnicas e no sentido decorativo.
10. Como foi aplicada: • em portões • gradeamentos de varandas, de janelas e escadarias • na escultura decorativa feita em cantaria ou em cimento • molduras de portas e janelas • mísulas • florões • relevos • etc. A Arte Nova em Portugal não foi apenas aplicada na arquitetura mas também na pintura, na cerâmica, trabalhos gráficos, azulejaria e ourivesaria.
11. Alguns exemplos de Arte Nova em Portugal… Fachada de prédio estilo Arte Nova em Aveiro Portão Arte Nova – Vila Real de Santo António
12. Alguns exemplos de Arte Nova em Portugal… Casa estilo Arte Nova em Aveiro
13. Alguns exemplos de Arte Nova em Portugal… Casa Arte Nova, Rua da Galeria de Paris no Porto
14. Alguns exemplos de Arte Nova em Portugal… Animatógrafo do Rossio, Lisboa
15. Alguns exemplos de Arte Nova em Portugal… Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves em Lisboa
A Fabrica Sacavém
Fundada entre 1856 e 1859 na localidade de Sacavém, à época pertencente a Lisboa e a partir de 1886 ao então recém-criado concelho de Loures, a fábrica manteve durante décadas a mítica referência a 1850 como ano de fundação, tendo a administração celebrado oficialmente o seu centenário em 1950.
Não se conhece, contudo, documentação que consolide a referência de 1850 como data de fundação da empresa, pelo que actualmente se aceita 1856 como o ano em que Manuel Joaquim Afonso (1804-1871) procedeu à efectiva fundação da fábrica, embora João Teodoro Ferreira Pinto Basto (1870-1953), na sua obra A Cerâmica Portuguesa (1935), indique a data de 1859.
Antes de estabelecer esta empresa, Manuel Joaquim Afonso administrara a fábrica de vidros da Marinha Grande, que fora de John Beare (datas desconhecidas) e depois dos irmãos Stephens (Guilherme, 1731-1803, e João Diogo, 1748-1826), e a fábrica de vidros da Rua das Gaivotas, em Lisboa.
A permanência de Manuel Joaquim Afonso na empresa que fundara foi breve, tendo-a vendido entre 1861-1863 a John Stott Howorth (1829-1893; nomeado Barão Howorth de Sacavém em 1885). Logo após a morte deste último proprietário, os seus herdeiros estabeleceram uma parceria empresarial em comandita com James Gilman (1854-1921), antigo funcionário da fábrica.
John Stott Howorth teve descendêndia de três senhoras – Alice Rawstron (1831-1925), mãe de Alice Annie Howorth (nasceu e faleceu em 1859); Henriquete da Conceição Almeida (datas desconhecidas), mãe de João George Howorth (1865-?) e Henrique Almeida Howorth (1868-?); e Maria Margarida Pinto Bastos (1866-1916; registos alternativos referem 1936 como data de falecimento), mãe de John Pinto Stott Howorth (?-1949), Mary Stott Howorth (1890-1977) e Henrique Anthony Stott Howorth (1891-1981).
Embora este assunto esteja longe de ser consensual, algumas fontes referem que foi Maria Margarida Pinto Bastos quem usou o título de Baronesa Howorth de Sacavém, e não Alice Rawstron, o que parece consentâneo quer com as suas datas de maternidade quer com a data em que o título foi conferido a John Stott Howorth.
No entanto, nem ela (entretanto falecida?) nem nenhum dos seus descendentes surgiam como accionistas da FLS entre 1922 e 1946, ao contrário do que acontecia com Alice Rawstron, que, com o apelido Howorth, surgia ainda como accionista da FLS em 1922.
Após a morte de James Gilman, sucedeu-lhe na orientação da fábrica seu filho Raul Gilman (?-1935), em associação com Herbert Gilbert, tendo a fábrica sido administrada até ao seu encerramento por três gerações desta última família, que entretanto se tornara proprietária da FLS – Herbert Gilbert (1878-1962), Leland Gilbert (1907-1979) e Clive Gilbert (n. 1938).
Após a morte de James Gilman, sucedeu-lhe na orientação da fábrica seu filho Raul Gilman (?-1935), em associação com Herbert Gilbert, tendo a fábrica sido administrada até ao seu encerramento por três gerações desta última família, que entretanto se tornara proprietária da FLS – Herbert Gilbert (1878-1962), Leland Gilbert (1907-1979) e Clive Gilbert (n. 1938).
Depois de um período áureo que se desenvolveu até princípios da década de 1970, a fábrica acabou por encerrar, segundo algumas fontes em 1983 (embora se conheçam peças datadas de 1986...), segundo as fontes mais fidedignas do MCS em 1989, tendo a falência judicial sido declarada em 1994.
Contudo, segundo os registos do MCS, cerca de meia centena de trabalhadores garantiram o funcionamento da empresa entre 1989 e 1994.
No local onde originalmente se encontrava a fábrica desenvolveu-se uma urbanização que, entre as contrapartidas negociadas pelo município com a empresa construtora, promoveu a preservação de um pequeno espaço da zona fabril, onde se veio a implantar o Museu de Cerâmica de Sacavém (http://www.cm-loures.pt/aa_patrimonioredemuseussacavema.asp), inaugurado em 2000.
Este museu integrou parte dos arquivos da antiga FLS no acervo do Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso (http://www.ipmuseus.pt/…/ad…/PrintVersionContentDetail.aspx…) e apresenta algumas centenas de peças da produção da fábrica, promovendo ainda exposições e actividades regulares de divulgação da história, do património e do saber-fazer na cerâmica.
O Museu Nacional do Azulejo (http://mnazulejo.imc-ip.pt/) é também depositário de parte do património cerâmico da Fábrica de Loiça de Sacavém, conservando nas sua reservas exemplares de particular relevância na história dos vidrados, da modelagem e das diversas técnicas da fábrica.
Em 2007 constituiu-se a Associação Amigos da Loiça de Sacavém, que conta entre os seus associados com Clive Gilbert, último administrador e proprietário da fábrica.
Veja mais algumas fotografias do exterior do museu aqui:http://www.trekearth.com/viewphotos.php?l=3&p=1018222 e aqui:http://www.trekearth.com/…/S…/Lisboa/Sacavem/photo883468.htm.
Roccoco, ou "Barroco tardio"
Roccoco, ou "Barroco tardio", é um movimento artístico do século 18 e estilo, que afecta muitos aspectos das artes, incluindo pintura, escultura, arquitectura, design de interiores, decoração, literatura, música, e teatro. É desenvolvido no início do século 18 em Paris, França, como uma reacção contra a grandiosidade, a simetria, e regulamentos estritos do barroco, especialmente do Palácio de Versalhes. [1] artistas Rococó e arquitectos usaram uma mais jocoso, florido, e gracioso abordagem ao barroco. Seu estilo foi cores ornamentado e usados leves, desenhos assimétricos, curvas e ouro. Ao contrário do barroco político, o Rococó teve temas brincalhão e espirituoso. A decoração do interior de quartos Rococó foi concebido como uma obra de arte total, com mobiliário elegante e ornamentado, pequenas esculturas, espelhos decorativos, tapeçaria e arquitectura complementação, relevos e pinturas murais. O Rococó também foi importante no teatro. O livro O Rococó afirma que nenhuma outra cultura "produziu um diálogo espirituoso, mais elegante, e provocando cheio de linguagem indescritível e camuflagem e gestos, sentimentos refinados e crítica subtil" do que Rococó teatro, especialmente a da França. [2]
Até o final do século 18, rococó foi largamente substituído pelo estilo neoclássico. Em 1835, o Dicionário da Academia Francesa declarou que a palavra Rococó "normalmente cobre o tipo de ornamento, estilo e design associado com o reinado de Luís XV e início da de Louis XVI". Ele inclui, por conseguinte, todos os tipos de arte de todo o meio do século 18 na França. A palavra é visto como uma combinação da rocalhas Francês (pedra) e coquilles (shell), devido à dependência de estes objectos como motivos decorativos. [3] O termo pode também ser uma combinação da palavra italiana "barroco" (uma forma irregular pérola em forma, possivelmente a fonte da palavra "barroco") e o "rocaille" francês (uma forma popular de jardim ou ornamentação interior usando escudos e seixos) e pode descrever o estilo refinado e fantástico que se tornou moda em partes da Europa no do século 18. [4] Devido ao amor Rococó de curvas em forma de concha e se concentrar em artes decorativas, alguns críticos usou o termo para sugerir pejorativamente que o estilo era frívola ou simplesmente à moda. Quando o termo foi usado pela primeira vez em Inglês em cerca de 1836, era um coloquialismo que significa "à moda antiga". O estilo recebeu duras críticas e foi visto por alguns como sendo superficial e de mau gosto, [5] [6], especialmente quando comparado com o neoclassicismo; apesar disso, tem sido elogiado por suas qualidades estéticas, [5] e, desde meados do século 19, o termo foi aceito pelos historiadores da arte. Embora ainda haja algum debate sobre o significado histórico do estilo à arte em geral, rococó é agora amplamente reconhecida como um importante período no desenvolvimento da arte europeia.
Rafael Bordalo Pinheiro
Rafael Bordalo Pinheiro tinha já uma sólida experiência gráfica quando se iniciou na cerâmica. Os primeiros trabalhos são pratos dedicados e faianças com caricaturas desenhados e por vezes pintados directamente pelo artista, oferecidos como prova de admiração ou em reconhecimento de um favor.
Mas a aventura cerâmica inicia-se verdadeiramente em 1884 com a fundação da Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, da qual Bordalo Pinheiro foi director técnico e artístico durante cerca de 20 anos. A fábrica propunha-se produzir materiais de construção (tijolos, telhas e azulejos), louça artística e louça comum, estando dividida nos três respectivos sectores de produção.
Funcionava simultaneamente como uma fábrica-escola, reconhecida desde 1887 pelo Governo, e Bordalo empenhou-se seriamente na produção criando todos os modelos, motivos decorativos e técnicas das peças que seriam reproduzidas pelos operários. Se bem que enraizada numa tradição local, a produção da fábrica, foi modernizada e reinventada, contaminada por influências europeias resultantes das viagens efectuadas por Bordalo Pinheiro e seu irmão Feliciano a França, Inglaterra e Bélgica.
Caracteristicamente ecléctica e revivalismo como grande parte das artes decorativas do seu tempo, algumas peças foram concebidas especificamente para determinadas pessoas, assumindo a importância de exemplares únicos e inspiram-se nas formas rocaille ou renascença. Mas a cerâmica de Bordalo foi também permeável a influências e citações arte-nova, arts and crafts ou orientalizantes, sublinhadas por vezes por uma fina ironia e humor.
A obra cerâmica de Rafael Bordalo Pinheiro foi prolífico e variada e entronizou-se na tradição cerâmica das Caldas, tendo popularizado e reproduzido incessantemente peças inspiradas nos grandes pratos natureza-morta criados por Bordalo, as figuras de movimento ou de engonço ou o célebre Zé Povinho.
A obra cerâmica de Rafael Bordalo Pinheiro foi prolífico e variada e entronizou-se na tradição cerâmica das Caldas, tendo popularizado e reproduzido incessantemente peças inspiradas nos grandes pratos natureza-morta criados por Bordalo, as figuras de movimento ou de engonço ou o célebre Zé Povinho.
CORNA AZEITONEIRA
CORNA AZEITONEIRA
Recipiente destinado a transportar azeitonas ou outro conduto, manufacturado a partir da parte central do corno, por ser a mais larga. Dimensões (cm): altura com tampa: 14,5; diâmetro superior: 6,8; diâmetro inferior: 6. Primorosamente lavrada com cenas de caça, tema da máxima universalidade e abrangência. Omnipresente, Cristo crucificado. Fundo de cortiça aplicado sob pressão. Abertura vedada por uma tampa igualmente de cortiça, tendo gravada uma rosácea hexalobada. No corno e inserida num círculo, a marca JR (Joaquim Rolo). Último quartel do séc. XX.
COLHERES COMUNS
COLHERES COMUNS
Em madeira, de pequenas dimensões, por vezes transportadas por pastores e ganhões na fita do chapéu. Normalmente aquelas que tinham uma decoração mais requintada, eram destinadas a oferecer à conversada, à prometida, ao patrão ou à patroa.
Primeira metade do séc. XX.
CHAVÕES OU PINTADEIRAS
CHAVÕES OU PINTADEIRAS
Marcadores em madeira, usados para marcar o pão ou decorar bolos, confeccionados muitas vezes em fornos colectivos. Independentemente da sua complexidade, cada um deles foi executado a partir de um único pedaço de madeira
A épica viagem de Gago Coutinho e Sacadura Cabral
A épica viagem iniciou-se em Lisboa, às 7:00h (hora GMT) de 30 de março de 19221 , empregando um hidroavião monomotor Fairey F III-D MkII, especialmente concebido para a viagem, equipado com motor Rolls-Royce e batizado Lusitânia. Sacadura Cabral exercia as funções de piloto e Gago Coutinho as de navegador. Este último havia criado, e empregaria durante a viagem, um horizonte artificial adaptado a um sextante, a fim de medir a altura dos astros, invenção que revolucionou a navegação aérea à época1 .
A primeira etapa da viagem foi concluída, no mesmo dia, sem incidentes em Las Palmas, nas Ilhas Canárias, embora tenha sido notado, por ambos, um excessivo consumo de combustível.
No dia 5 de abril, partiram rumo à Ilha de São Vicente, no Arquipélago de Cabo Verde, cobrindo 850 milhas. Lá se demoraram até 17 de abril para reparos no hidroavião - que fazia água nos flutuadores -, tendo partido das águas do porto da Praia, na Ilha de Santiago, rumo ao Arquipélago de São Pedro e São Paulo, em águas brasileiras, onde amararam, sem o auxílio do vento, no dia 181 . O mar revolto naquele ponto, entretanto, causou danos ao Lusitânia, que perdeu um dos flutuadores. Os aeronautas foram recolhidos por um Cruzador da Marinha Portuguesa, que os conduziu a Fernando de Noronha. Apesar de exaustos pelo voo de 1.700 quilômetros e pelo pouso acidentado, comemoraram o achamento, com precisão, daqueles rochedos em pleno Atlântico Sul, apenas com o recurso do método de navegação astronômica criado por Gago Coutinho2 .
Com a opinião pública portuguesa e brasileira envolvida no feito, o Governo Português enviou outro hidroavião Fairey, batizado como Pátria, a partir de Fernando de Noronha, pelo navio brasileiro Bagé, que chegou no dia 6 de maio. Tendo o hidroavião sido desembarcado, montado e revisado, a 11 de maio decolaram de Noronha. Entretanto, nova fatalidade acometeu os aeronautas, quando, tendo retornado e sobrevoando o arquipélago de São Pedro e São Paulo para reiniciar o trecho interrompido, uma pane no motor obrigou-os a amarar de emergência, tendo permanecido nove horas como náufragos, até serem resgatados por um cargueiro inglês - o Paris City, em trânsito na região2 .
Reconduzidos a Fernando de Noronha, aguardaram até 5 de junho, quando lhes foi enviado um novo Fairey F III-D (o n.° 17), batizado pela esposa do então Presidente do Brasil, Epitácio Pessoa (1919-1922), como Santa Cruz. Transportado de Portugal pelo navio Carvalho Araújo foi posto na água do Arquipélago de São Pedro e São Paulo, tendo levantado voo rumo a Recife, fazendo escalas em Salvador, Porto Seguro, Vitória e dali para o Rio de Janeiro, então Capital Federal, onde, a 17 de junho de 1922 amarou em frente à Ilha das Enxadas, nas águas da baía de Guanabara.
Aclamados entusiasticamente como heróis em todas as cidades brasileiras onde amerisaram, os aeronautas haviam concluído com êxito não apenas a primeira travessia do Atlântico Sul, mas pela primeira vez na História da Aviação, tinha-se viajado sobre o Oceano Atlântico apenas com o auxílio da navegação astronômica a partir do aeroplano.
Embora a viagem tenha consumido setenta e nove dias, o tempo de voo foi de apenas sessenta e duas horas e vinte e seis minutos, tendo percorrido um total de 8.383 quilômetros. A viagem serviu de inspiração para os raides posteriores de Sarmento de Beires, João Ribeiro de Barros e de Charles Lindbergh, todas em 1927.
Christofle
Christofle é um fabricante de talheres de prata e acessórios finos para casa sediados na França. Foi fundada em 1830, quando joalheiro Charles Christofle assumiu a gestão de uma oficina de jóias pertencentes à família de sua esposa. Entre as linhas de produtos da Christofle são molduras de prata, vasos de cristal e vidro, louça de porcelana e jóias de prata .
Artistas e designers, como o ourives parisiense Antoine Perrin, Man Ray, Jean Cocteau, Gio Ponti, Andrée Putman, Martin Szekely, Ito Morabito (Ora-ITO), Xiao Hui Wang e Richard Hutten estão entre aqueles cujas criações foram feitas por Christofle .
A prataria oitocentista portuguesa
A prataria oitocentista portuguesa, se bem que pouco inovadora “...encontra na produção de paliteiros uma vertente distinta, sociologicamente rica e esteticamente representativa do gosto de uma época, que se prolongou pelo século XX.” (5). A tendência eclética e de cariz saudosista do século romântico trouxeram para a ribalta os revivalismos estéticos como o gosto do neoclássico, a valorização do passado, o apego à Natureza, a busca do exótico, a valorização do Homem e a curiosidade científica.
Palitar os dentes é um hábito social cujas origens remontam à Pré-História quando o Homem, sentindo necessidade de tirar os restos de comida de entre os dentes, recorreu a objectos contundentes como lascas de pedra, de madeira, ossos e espinhos de animais. Vestígios arqueológicos desses objectos bem como sinais da sua ação nos dentes foram verificados em enterramentos datados desde a Idade da Pedra.
A cuidada higiene observada nas civilizações Grega e Romana contemplava o uso do palito. Este era um objecto de uso pessoal e continuado, aconselhando Plínio o Novo (61-113), como ideal, o espinho do porco-espinho. O Budismo também praticou desde sempre a higiene oral tendo assim alastrado o hábito no Oriente.
Na Idade Média, apesar dos poucos hábitos de higiene pessoal também está registado o uso de palitos em público – a garra de abetouro era um dos materiais – sendo porém a época do Renascimento que viu desenvolver esta prática. Em ambiente erudito, os palitos tornaram-se verdadeiras peças de joalharia sendo usados como adorno ao pescoço ou à cinta (1); o palito – normalmente em forma de garra - seria em ouro, prata, marfim ou osso, sendo por vezes protegido por uma bainha ricamente decorada com pedras preciosas, pérolas e esmaltes coloridos assumindo diferentes formas (2). Associados a estes objectos, surgem também estojos completos, com raspadores de línguas, uma espécie de colher para limpar os ouvidos e talheres e outros objectos de higiene como penicos e escarradores.
Os séculos XVI e XVII viram nascer as preocupações com a etiqueta tendo-se desde logo publicado manuais onde se aconselha a que o palitar de dentes à mesa seja feito com discrição. Na centúria seguinte a arte da mesa conheceu o seu apogeu; o uso do palito é generalizado e aceite à mesa tendo sofrido, como os outros hábitos, um processo evolutivo de adaptação e consolidação do manuseamento consoante cada país. O Padre Rafael Bluteau dizia no seu “Vocabulário Português e Latino” em 1720: “Palitar – Alimpar os dentes com palito. De quem depois da comida está conversando com o palito na mão, costumão dizer, Está palitando”(3).
Foi neste âmbito que se deu o aparecimento do paliteiro que conquistou também o seu lugar à mesa pelas suas funções utilitárias e decorativas. Surgiram em diversas formas e materiais, desde os mais nobres – prata e porcelana – até aos mais populares de faiança, madeira e cartão. Em Portugal, no final do século, regista-se o funcionamento em todo o país de pequenas fábricas de palitos de madeira que, por razões óbvias, vão conquistando o lugar dos individuais: “...os palitos metálicos (...) com grande escândalo da higiene (...) constante desinfecção (...) ofender o esmalte dos dentes (...) o início da cárie dentária.” (4). Ao longo do século XIX, diferentes compêndios de civilidade abordaram este hábito sendo unânimes que se tratava de falta de delicadeza conservar o palito na boca depois de comer, limpar com ele os ouvidos bem como pô-lo atrás da orelha ou no bolso da casaca. Diversos inventários de bens e relações de recheio de casas mencionam a existência de paliteiros traduzindo a adesão social a este hábito.
Paulatinamente o uso do palito à mesa foi desaparecendo mas o dos paliteiros sobreviveu – pela sua função decorativa - até se extinguir já no século XX, quando se tornam objectos de antiquariato e de colecionismo.
Mensagem de Fernando Pessoa
Mensagem é um livro do poeta português Fernando Pessoa, publicado ainda em vida.1 Composto por 44 poemas, foi chamado pelo poeta de "livro pequeno de poemas". Publicado em 1934 pela Parceria António Maria Pereira, o livro foi contemplado no mesmo ano com o Prémio Antero de Quental, na categoria de «poema ou poesia solta», do Secretariado Nacional de Informação, dirigido por António Ferro, o jovem editor da Orpheu, revista trimestral de literatura, de que saíram dois números em 1915.
Publicada apenas um ano antes da morte do autor, a obra trata do glorioso passado de Portugal de forma apologética e tenta encontrar um sentido para a antiga grandeza e a decadência existente na época em que o livro foi escrito. Glorifica acima de tudo o estilo camoniano e o valor simbólico dos heróis do passado, como os Descobrimentos portugueses. É apontando as virtudes portuguesas que Fernando Pessoa acredita que o país deva se "regenerar", ou seja, tornar-se grande como foi no passado através da valorização cultural da nação. O poema mais famoso do livro é Mar Português.
História de Nossa Senhora de Nazaré
História de Nossa Senhora de Nazaré
Nossa Senhora de Nazaré
Nossa Senhora de Nazaré surge de uma antiga tradição cristã do primeiro século, que conta que o próprio São José esculpiu uma imagem de Maria em madeira, em Nazaré na Galiléia e que São Lucas Evangelista a pintou.
Mais tarde, a imagem foi levada para o mosteiro de Cauliniana, na Espanha. Depois, já no século VI, no ano de 711, foi levada para Portugal.
Imagem de Nossa Senhora de Nazaré é escondida
Mais tarde, a imagem foi levada para o mosteiro de Cauliniana, na Espanha. Depois, já no século VI, no ano de 711, foi levada para Portugal.
Imagem de Nossa Senhora de Nazaré é escondida
Com a invasão dos Mouros em Portugal, o rei Rodrigo, último rei visigodo da Península Ibérica, fugiu levando as relíquias de São Brás, São Bartolomeu e a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, junto com sua família e com Frei Romano que sempre o acompanhou.
Antes de morrer, Frei Romano escondeu a imagem numa gruta. A imagem ficou ali por mais de 400 anos. Ela foi descoberta em 1182, por pastores que andavam pela região. Por causa da sua simplicidade, beleza e diferença dos padrões de imagens, Nossa Senhora de Nazaré voltou a ser venerada.
Milagre de Nossa Senhora de Nazaré
Antes de morrer, Frei Romano escondeu a imagem numa gruta. A imagem ficou ali por mais de 400 anos. Ela foi descoberta em 1182, por pastores que andavam pela região. Por causa da sua simplicidade, beleza e diferença dos padrões de imagens, Nossa Senhora de Nazaré voltou a ser venerada.
Milagre de Nossa Senhora de Nazaré
O cavaleiro Diego Fuas Roupinho, que era Alcaide do porto de Mós e Almirante de Dom Afonso, assim foi salvo por milagre de Nossa Senhora de Nazaré: Ele perseguia uma caça num dia de muita neblina. A caça caiu num abismo por causa da cerração. O cavaleiro não sabia que corria para o abismo. Mas, antes caísse, ele vinha rezando a Senhora de Nazaré para que o protegesse.
De repente, então, o cavalo parou. A cerração se dissipou e ele viu que estava à beira de um abismo onde a caça tinha caído. Após esse milagre, a vila onde ocorreu passou a ser chamada de Vila de Nossa Senhora de Nazaré. Lá, foi construída uma pequena capela por Diego Roupinho, o cavaleiro salvo. Hoje existe ali uma grande Igreja em homenagem a Nossa Senhora.
De repente, então, o cavalo parou. A cerração se dissipou e ele viu que estava à beira de um abismo onde a caça tinha caído. Após esse milagre, a vila onde ocorreu passou a ser chamada de Vila de Nossa Senhora de Nazaré. Lá, foi construída uma pequena capela por Diego Roupinho, o cavaleiro salvo. Hoje existe ali uma grande Igreja em homenagem a Nossa Senhora.
Rafael Bordalo Pinheiro
Quando Rafael Bordalo Pinheiro se fixou nas Caldas da Rainha, em 1884, fundou com o seu irmão a Fábrica de Faiança, onde assumiu a direcção artística e chegou a fazer das Caldas da Rainha um centro de cerâmica reconhecido internacionalmente.
Artista empreendedor e multifacetado, Rafael Bordalo Pinheiro trilhou um percurso muito próprio, dedicando-se às artes gráficas, artes plásticas, ao desenho de objectos, decoração e à cerâmica, produzindo uma vasta obra que reflecte quase sempre de forma crítica o quotidiano cultural, político e social da época em que viveu. No que diz respeito à obra gráfica, inovou com o desenho humorístico e o cartoon como expressão artística, retratando intelectuais, políticos e outras figuras típicas da sociedade da época.
Bordalo Pinheiro inspirou-se no próprio círculo de intelectuais e artistas que definiram a sua geração, nas personalidades dos diversos sectores de influência da sociedade oitocentista com quem privou, incluindo a própria Corte.
Old Paris (porcelana)
Old Paris porcelana, ouro como dizem os franceses, Porcelana Vieux Paris, não se refere-se a um único fabricante, tem segundo fontes baseadas mais de trinta fabricas de porcelana na Cidade de Paris Entre os meados de 1700 até por volta de 1870, o fim do Segundo Império.
Os vários artesãos de Paris, na sua maioria situados no lado nordeste de Paris, suas habilidades em ouro depressa começou o negócio. No início, eles tinham que competir com do rei Louis XV possui Royal Manufactory em Sèvres, a apenas 18 milhas a sudoeste da cidade. Para minimizar a concorrência, o rei impôs Leis restringido severamente as actividades dos fabricantes de porcelana e outras Promulgado essas Leis. Finalidade a porcelana se tornou mais clara quanto ao impacto positivo sobre a economia francesa.
Na verdade, os fabricantes Old Paris beneficiou não só da intensa concorrência dosoutros mas também foram criativamente mais viáveis financeiramente e mais ágil do que até mesmo o manufactory real em Sevres. Muitos artesãos da porcelana Paris tinham seus próprios chefes da nobreza francesa.Se adaptaram mais rapidamente às mudanças de estilos e costumes. Na virada do século XIX, quase todos Old Paris porcelana foi a variedade de pasta dura, graças à descoberta de caulim perto de Limoges .
Cerca de 70% da produção não apresentou nenhuma marca. Muitos dos artesãos Vieux Paris trabalhou com marcas em branco ou "biscoitos brancos", que tinha sido Originalmente produzido em Limoges e até mesmo em Sevres. Seus trabalhos eram estritamente para atuar como decoradores. Suas histórias são muito parecidos com o surgimento de porcelana fina em Dresden ou Meissen.
Os vários artesãos de Paris, na sua maioria situados no lado nordeste de Paris, suas habilidades em ouro depressa começou o negócio. No início, eles tinham que competir com do rei Louis XV possui Royal Manufactory em Sèvres, a apenas 18 milhas a sudoeste da cidade. Para minimizar a concorrência, o rei impôs Leis restringido severamente as actividades dos fabricantes de porcelana e outras Promulgado essas Leis. Finalidade a porcelana se tornou mais clara quanto ao impacto positivo sobre a economia francesa.
Na verdade, os fabricantes Old Paris beneficiou não só da intensa concorrência dosoutros mas também foram criativamente mais viáveis financeiramente e mais ágil do que até mesmo o manufactory real em Sevres. Muitos artesãos da porcelana Paris tinham seus próprios chefes da nobreza francesa.Se adaptaram mais rapidamente às mudanças de estilos e costumes. Na virada do século XIX, quase todos Old Paris porcelana foi a variedade de pasta dura, graças à descoberta de caulim perto de Limoges .
Cerca de 70% da produção não apresentou nenhuma marca. Muitos dos artesãos Vieux Paris trabalhou com marcas em branco ou "biscoitos brancos", que tinha sido Originalmente produzido em Limoges e até mesmo em Sevres. Seus trabalhos eram estritamente para atuar como decoradores. Suas histórias são muito parecidos com o surgimento de porcelana fina em Dresden ou Meissen.
Nomes como Dihl, Nast, Dagot, Neppel Edward Honore, Denuelle, Clauss, Gille, e Petit todos têm distinguido Mesmos velhos artesãos de porcelana de Paris, ganhando honras e conseguindo Muitos grande sucesso financeiro. Seus trabalhos variaram no estilo do neo-clássico, estilo rococó.
Com a sensibilidade à mudança dos tempos, os vários expoentes da velha Paris porcelana estão entre os melhores porcelana europeia.
Com a sensibilidade à mudança dos tempos, os vários expoentes da velha Paris porcelana estão entre os melhores porcelana europeia.
Jorge Barradas
Jorge Nicholson Moore Barradas, ou "Barradinhas" de alcunha, (Lisboa, 1894 – Lisboa, 1971), foi um pintor, ceramista, ilustrador e caricaturista português.
Pertence à primeira geração de artistas modernistas portugueses, tendo participado nas primeiras tentativas renovadoras na arte portuguesa do século XX.
"Homem discreto, fino espírito de conversador e de memorialista", Jorge Barradas construiu uma carreira multifacetada, afirmando-se primeiro no desenho de humor e publicidade e, depois, também na pintura e decoração. A partir de meados da década de 1940 redirecionou a sua obra, dedicando-se durante vinte anos à cerâmica e azulejo; é considerado uma figura chave da renovação dessa área a nível nacional
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