Downton Cascais Antiques
quarta-feira, 3 de outubro de 2018
segunda-feira, 8 de junho de 2015
Ceramica Arcaica das Caldas da Rainha
Sem desrespeito de ceramógrafos e eruditos o menino deitado é um objecto de produção arcaica cujas afinidades morfológicas ,técnicas, estéticas e crómaticas podem ser aceites como raízes das olas típicas de decoração mista,incisa e relevada, de vidrados que fazem os primores das ceramicas das Caldas.
Irmãs Flores - Arte Bonequeira
IRMÃS FLORES
As barristas Irmãs Flores, são duas irmãs que uniram esforços para trabalhar como artesãs independentes em Estremoz na arte bonequeira.
Maria Inácia Fonseca nasceu em São Bento do Ameixial (concelho de Estremoz) no ano de 1959 e Perpétua Fonseca, sua irmã, nasceu também em São Bento do Ameixial, um ano depois. Ambas já têm uma experiência acima dos vinte anos nesta arte popular, apesar de trabalharem em oficina própria somente desde 1987.
Recentemente mudaram-se da sua antiga oficina situada na Rua das Meiras, para o Largo da República, onde dispõem de um amplo espaço comercial e oficina.
Começaram a tomar contacto com os bonecos de Estremoz em Novembro de 1972, com a mestre artesã Sabina Santos em cuja oficina, situada na Rua Brito Capelo (no imóvel onde hoje trabalha a barrísta Maria Luísa Palmela), entraram para pintar as peças realizadas por esta. Aqui tomaram gosto pela arte bonequeira, e aprenderam os fundamentos basilares de modelação, cozedura e pintura, os quais ainda hoje seguem. Inspiram-se igualmente na colecção do Museu Municipal Prof. Joaquim Vermelho (Estremoz), para recriarem as figuras do passado. Tem também um conjunto de criações próprias, resultado já da sua experiência enquanto barristas. Realizaram já peças como “O jogador da Malha”; “Nossa Senhora do Ó”; “O farmacêutico”; “Azeitoneiras”, etc. Muitas destas peças surgem em virtude de encomendas, ou de inspiração encontrada para se fazerem temáticas novas ao modo de Estremoz.
O seu trabalho é igualmente muito inspirado numa relação de proximidade que tiveram com o antigo Director do Museu Municipal, o Prof. Joaquim Vermelho, cujas propostas acolhiam sempre com entusiasmo. Aliás, foi mesmo este estremocense que as incentivou a seguirem um caminho autónomo depois da sua mestre se ter reformado. Em 2002 iniciaram um trabalho de recuperação da antiga arte de Faiança de Estremoz. Este trabalho de recuperação deve-se muito ao esposo de Perpétua Fonseca, o Sr. Sousa, que actualmente se dedica a 100% a esta arte. A Faiança é reproduzida por uma pequena equipa que labora numa oficina situada na Zona Industrial.
Distinguem-se pela abertura que têm a projectos educativos na área da barrística, nunca negando uma visita guiada à sua oficina, ou uma aula, ou um atelier. Todos os anos recebem centenas de alunos das escolas de Estremoz e de outros pontos do país. O pormenor, o apuro técnico, respeito pelas reais dimensões de um boneco, respeito pelas cores tradicionais, e a simplicidade, são as mais valias que o seu trabalho apresenta e por todos reconhecidos.
Participam anualmente em diversas feiras de artesanato do norte a sul do país. Já exibiram a sua arte, por diversas vezes, em exposições colectivas e individuais no Museu Municipal Prof. Joaquim Vermelho. Participaram também em exposições no Museu de Barcelos e Museu Nacional de Etnologia. Internacionalmente já estiverem em Bruxelas, Nantes e Toronto. Desde 2007 possuem a Carta de Reconhecimento de Origem Geográfica de Artesanato do Concelho de Estremoz, atribuída pela Câmara Municipal de Estremoz.
domingo, 7 de junho de 2015
O âmbar
O âmbar é uma substância que, desde tempos ancestrais, fascina o Homem, levando-o a produzir joias e pequenas estátuas. Ele provém dos arbustos de outrora, que se erguiam sobre o solo há milhões de anos atrás e elaboravam uma matéria viscosa conhecida como resina. Eram pinheiros de regiões de climas temperados e leguminosas de campos tropicais.
Este elemento tinha uma utilidade, a de evitar a invasão de bactérias e insetos na madeira destas árvores. Aos poucos a resina teve os líquidos e o ar que a compunham eliminados, o que provocou um processo denominado polimerização em seu material orgânico; desta forma ela se tornou mais rija e se converteu no que hoje é considerada a substância mineral, mas não cristalina, conhecida como âmbar.
Este elemento tinha uma utilidade, a de evitar a invasão de bactérias e insetos na madeira destas árvores. Aos poucos a resina teve os líquidos e o ar que a compunham eliminados, o que provocou um processo denominado polimerização em seu material orgânico; desta forma ela se tornou mais rija e se converteu no que hoje é considerada a substância mineral, mas não cristalina, conhecida como âmbar.
Este material sempre esteve envolvido com crenças mágicas. Muitos preservavam a crença em seu dom medicinal, utilizando o âmbar em pó misturado com mel para combater a asma, a gota e inclusive a peste negra. Assim, ele atuava também na esfera mística, na luta contra o Mal, daí sua presença em talismãs e terços; e também nos incensos, para espantar os espíritos negativos.
Os cientistas cultivam igualmente um interesse maior pelo âmbar, especialmente geólogos e paleontólogos, que o vêem como um significativo índice da vida no período pré-histórico, pois em algumas destas resinas fósseis estão incrustados insetos, lagartos, folhagens e flores que aí permanecem imobilizados há milhões de anos, e que se tornaram alvo de estudo dos biólogos. Já os arqueólogos investigam os caminhos ancestrais percorridos pelas transações comerciais desta substância, enquanto os pesquisadores da ciência genética privilegiam a pesquisa do DNA dos organismos aí presentes, tentando com estas pequenas peças montar o quebra-cabeça da existência na Terra.
O âmbar tem qualidades elétricas, atuando muitas vezes como um imã, contando assim com um poder de atração magnética, daí este termo provir do grego ‘elektron’, que deu origem igualmente à expressão eletricidade. O Mar Báltico abriga, desde a era pré-histórica, a maior quantidade de âmbar. Ele é sempre associado aos seres que viveram na Idade da Pedra, apesar de não se saber muito sobre seus primórdios.
Para se ter uma ideia, artefatos de procedência báltica foram descobertos em criptas egípcias de 3200 a.C. Hoje se sabe igualmente que a via comercial deste material foi um monopólio dos vikings de 800 até 1000 de nossa era. A Escandinávia continua a exercer preponderância no intercâmbio comercial do âmbar, sendo seu maior exportador.
O âmbar é configurado por elementos de diferente natureza, ou seja, por vários elementos de resina que podem ser mais ou menos dissolvidos no álcool, no éter e no clorofórmio, em conjunto com uma matéria não solúvel, conhecida como betuminosa.
O Movimento Arts and Crafts
O Movimento Arts and Crafts nasce em Inglaterra c. de 1860, como reacção contra a influência da industrialização na arte, tentando que existisse uma separação total entre elas e que a criação artística e a execução técnica permanecessem ligadas Teve como mentores John Ruskin (1819-1900) e William Morris (18341896), que lutaram por uma arte pura, assente na criação e na concepção individual, na originalidade e no bom gosto, e cujos princípios gerais deveriam ser aplicados a todas as modalidades artísticas, ou seja, sem distinção entre artes maiores e artes menores, já que todas eram merecedoras de igual qualidade plástica. Para que isto acontecesse os artistas deveriam rejeitar os processos industriais e os seus materiais, regressando ao processo criativo da Idade Média, ao uso de materiais naturais e ao fabrico de peças únicas e originais, pelo método artesanal, seguindo o exemplo do folclore e tradições populares de cada país. Foi sob a influência destas ideias que se nortearam a Arte Nova e o Design…
2. Tempo: 1880-1910 - Bélle Époque Período em que as sociedades europeias viveram uma época mais feliz: paz, estabilidade política, progresso técnico e económico. Abrangeu diferentes escolas regionais e diferentes designações: • • • • • • Modern Style (Inglaterra) Art Nouveau (França e Bélgica) Jugendstile (Alemanha) Sezession (Áustria) Liberty e Floreale (Itália) Modernismo (Espanha)
3. Princípios comuns 1. Inovação formal: Recorreu à originalidade e criatividade e rejeitou os estilos académicos, históricos e revivalistas da sua época. As novas formas inspiraram-se na Natureza e no Homem, com preferência para os movimentos sinuosos e encadeados para marcar a expressividade, através de linhas e formas estilizadas, sintetizadas e geometrizadas. 2. Adesão ao progresso: Seguiu o progresso do seu tempo através do recurso às novas técnicas e materiais que usava quer na estrutura, quer na decoração, sem disfarces, aliando a sua resistência e eficácia, à sua maleabilidade e sentido plástico. 3. Adoção de uma nova estética: Expressa através da linha sinuosa, elástica e flexível, estilizada ou geometrizada, na procura do movimento, do ritmo, da expressão e do simbolismo poético, que apelava à fantasia e sensibilidade estética do espectador.
4. Influências: • Movimento Arts and Crafts; • Gótico flamejante (linhas sinuosas); • Rococó (naturalismo e requinte decorativo); • Pinturas japonesas (desenho gráfico, bidimensionalidade, naturalismo e decorativismo); • Folclore tradicional inglês, de inspiração celta.
5. Arquitetura A Arte Nova implantou o primeiro estilo verdadeiramente inovador do século XIX, rompendo com as tradições historicistas e ecléticas da arquitetura académica, conseguindo conjugar as inovações técnicas e construtivas da engenharia do seu tempo com as elevadas exigências formais e estéticas dos arquitetos, desenvolvendo-se a vários níveis: Nível técnico: adotou os sistemas, as técnicas e os materiais próprios da engenharia – como o ferro, o vidro, o aço, o betão e o betão armado – utilizandoos como materiais estruturais e de acabamento, e tirando partido deles pelas suas capacidades expressivas e maleabilidade. Nível formal: partiu de plantas livres, distribuindo as dependências de uma forma funcional e favoreceu os volumes irregulares e assimétricos, as superfícies sinuosas e movimentadas, com fachadas onde o vidro ganhava maior superfície.
6. Arquitetura Nível estético: preocupou-se excessivamente com a ornamentação, no exterior e no interior, não a conseguindo dissociar da arquitetura, sendo exagerado na quantidade; volumétrico ou bidimensional, estilizado ou geometrizado no desenho; sinuoso, movimentado e expressivo na linguagem plástica; imaginativo, naturalista, orgânico, simbólico e poético nas temáticas, com a intenção de criar ambientes elegantes e refinados onde nenhum pormenor era descuidado. Orientados pelo princípio da “unidade das artes”, os arquitetos da Arte Nova foram simultaneamente artesãos-designers que criaram, para além de edifícios, móveis, louças, papéis de parede e outros objetos de decoração. A importância e o peso da decoração não impediram que esta se aliasse à função do edifício e fizesse parte da sua estrutura. Estas características gerais foram utilizadas em várias tipologias urbanas – prédios, moradias, hotéis, bancos, lojas, edifícios públicos e administrativos, teatros, museus, igrejas, gares, etc., tendo várias particularidades dependendo do seu país de origem.
7. Arquitetura Duas tendências 1. A que aplica os novos materiais e os sistemas construtivos modernos, colocando uma maior preocupação na estética ornamental, floral, curvilínea e naturalista; 2. A que seguiu a vertente mais racionalista, mais estrutural, geométrica e funcionalista, sem deixar o ornamento, mas tratando-o de uma forma mais contida.
8. Arquitetura Artistas principais e países… BÉLGICA • Victor Horta • Henry van de Velde FRANÇA • Castel Béranger ESPANHA • Luís Domenech i Montaner • Antoní Gaudí ESCÓCIA • Charles Rennie Mackintosh ÁUSTRIA • J. Maria Ölbrich • Joseph Hoffmann EUA • • William LeBaron Frank Lloyd Wright
9. A Arte Nova surgiu tardiamente em Portugal, influenciada pelos modelos europeus, nomeadamente o francês, e deu-se durante muito pouco tempo (1905-1920). Onde foi aplicada: • prédios da burguesia urbana • em alguns edifícios espalhados pelas ruas das principais cidades • palacetes • pequenos espaços comerciais (padarias, leitarias, quiosques, cafés, restaurantes, lojas de moda, joalharias, mercearias, etc.) • átrios de teatros • etc. Integrou-se na arquitetura tradicional, não teve volumetrias nem traçados próprios, mas inovou nos materiais, nas técnicas e no sentido decorativo.
10. Como foi aplicada: • em portões • gradeamentos de varandas, de janelas e escadarias • na escultura decorativa feita em cantaria ou em cimento • molduras de portas e janelas • mísulas • florões • relevos • etc. A Arte Nova em Portugal não foi apenas aplicada na arquitetura mas também na pintura, na cerâmica, trabalhos gráficos, azulejaria e ourivesaria.
11. Alguns exemplos de Arte Nova em Portugal… Fachada de prédio estilo Arte Nova em Aveiro Portão Arte Nova – Vila Real de Santo António
12. Alguns exemplos de Arte Nova em Portugal… Casa estilo Arte Nova em Aveiro
13. Alguns exemplos de Arte Nova em Portugal… Casa Arte Nova, Rua da Galeria de Paris no Porto
14. Alguns exemplos de Arte Nova em Portugal… Animatógrafo do Rossio, Lisboa
15. Alguns exemplos de Arte Nova em Portugal… Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves em Lisboa
A Fabrica Sacavém
Fundada entre 1856 e 1859 na localidade de Sacavém, à época pertencente a Lisboa e a partir de 1886 ao então recém-criado concelho de Loures, a fábrica manteve durante décadas a mítica referência a 1850 como ano de fundação, tendo a administração celebrado oficialmente o seu centenário em 1950.
Não se conhece, contudo, documentação que consolide a referência de 1850 como data de fundação da empresa, pelo que actualmente se aceita 1856 como o ano em que Manuel Joaquim Afonso (1804-1871) procedeu à efectiva fundação da fábrica, embora João Teodoro Ferreira Pinto Basto (1870-1953), na sua obra A Cerâmica Portuguesa (1935), indique a data de 1859.
Antes de estabelecer esta empresa, Manuel Joaquim Afonso administrara a fábrica de vidros da Marinha Grande, que fora de John Beare (datas desconhecidas) e depois dos irmãos Stephens (Guilherme, 1731-1803, e João Diogo, 1748-1826), e a fábrica de vidros da Rua das Gaivotas, em Lisboa.
A permanência de Manuel Joaquim Afonso na empresa que fundara foi breve, tendo-a vendido entre 1861-1863 a John Stott Howorth (1829-1893; nomeado Barão Howorth de Sacavém em 1885). Logo após a morte deste último proprietário, os seus herdeiros estabeleceram uma parceria empresarial em comandita com James Gilman (1854-1921), antigo funcionário da fábrica.
John Stott Howorth teve descendêndia de três senhoras – Alice Rawstron (1831-1925), mãe de Alice Annie Howorth (nasceu e faleceu em 1859); Henriquete da Conceição Almeida (datas desconhecidas), mãe de João George Howorth (1865-?) e Henrique Almeida Howorth (1868-?); e Maria Margarida Pinto Bastos (1866-1916; registos alternativos referem 1936 como data de falecimento), mãe de John Pinto Stott Howorth (?-1949), Mary Stott Howorth (1890-1977) e Henrique Anthony Stott Howorth (1891-1981).
Embora este assunto esteja longe de ser consensual, algumas fontes referem que foi Maria Margarida Pinto Bastos quem usou o título de Baronesa Howorth de Sacavém, e não Alice Rawstron, o que parece consentâneo quer com as suas datas de maternidade quer com a data em que o título foi conferido a John Stott Howorth.
No entanto, nem ela (entretanto falecida?) nem nenhum dos seus descendentes surgiam como accionistas da FLS entre 1922 e 1946, ao contrário do que acontecia com Alice Rawstron, que, com o apelido Howorth, surgia ainda como accionista da FLS em 1922.
Após a morte de James Gilman, sucedeu-lhe na orientação da fábrica seu filho Raul Gilman (?-1935), em associação com Herbert Gilbert, tendo a fábrica sido administrada até ao seu encerramento por três gerações desta última família, que entretanto se tornara proprietária da FLS – Herbert Gilbert (1878-1962), Leland Gilbert (1907-1979) e Clive Gilbert (n. 1938).
Após a morte de James Gilman, sucedeu-lhe na orientação da fábrica seu filho Raul Gilman (?-1935), em associação com Herbert Gilbert, tendo a fábrica sido administrada até ao seu encerramento por três gerações desta última família, que entretanto se tornara proprietária da FLS – Herbert Gilbert (1878-1962), Leland Gilbert (1907-1979) e Clive Gilbert (n. 1938).
Depois de um período áureo que se desenvolveu até princípios da década de 1970, a fábrica acabou por encerrar, segundo algumas fontes em 1983 (embora se conheçam peças datadas de 1986...), segundo as fontes mais fidedignas do MCS em 1989, tendo a falência judicial sido declarada em 1994.
Contudo, segundo os registos do MCS, cerca de meia centena de trabalhadores garantiram o funcionamento da empresa entre 1989 e 1994.
No local onde originalmente se encontrava a fábrica desenvolveu-se uma urbanização que, entre as contrapartidas negociadas pelo município com a empresa construtora, promoveu a preservação de um pequeno espaço da zona fabril, onde se veio a implantar o Museu de Cerâmica de Sacavém (http://www.cm-loures.pt/aa_patrimonioredemuseussacavema.asp), inaugurado em 2000.
Este museu integrou parte dos arquivos da antiga FLS no acervo do Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso (http://www.ipmuseus.pt/…/ad…/PrintVersionContentDetail.aspx…) e apresenta algumas centenas de peças da produção da fábrica, promovendo ainda exposições e actividades regulares de divulgação da história, do património e do saber-fazer na cerâmica.
O Museu Nacional do Azulejo (http://mnazulejo.imc-ip.pt/) é também depositário de parte do património cerâmico da Fábrica de Loiça de Sacavém, conservando nas sua reservas exemplares de particular relevância na história dos vidrados, da modelagem e das diversas técnicas da fábrica.
Em 2007 constituiu-se a Associação Amigos da Loiça de Sacavém, que conta entre os seus associados com Clive Gilbert, último administrador e proprietário da fábrica.
Veja mais algumas fotografias do exterior do museu aqui:http://www.trekearth.com/viewphotos.php?l=3&p=1018222 e aqui:http://www.trekearth.com/…/S…/Lisboa/Sacavem/photo883468.htm.
Roccoco, ou "Barroco tardio"
Roccoco, ou "Barroco tardio", é um movimento artístico do século 18 e estilo, que afecta muitos aspectos das artes, incluindo pintura, escultura, arquitectura, design de interiores, decoração, literatura, música, e teatro. É desenvolvido no início do século 18 em Paris, França, como uma reacção contra a grandiosidade, a simetria, e regulamentos estritos do barroco, especialmente do Palácio de Versalhes. [1] artistas Rococó e arquitectos usaram uma mais jocoso, florido, e gracioso abordagem ao barroco. Seu estilo foi cores ornamentado e usados leves, desenhos assimétricos, curvas e ouro. Ao contrário do barroco político, o Rococó teve temas brincalhão e espirituoso. A decoração do interior de quartos Rococó foi concebido como uma obra de arte total, com mobiliário elegante e ornamentado, pequenas esculturas, espelhos decorativos, tapeçaria e arquitectura complementação, relevos e pinturas murais. O Rococó também foi importante no teatro. O livro O Rococó afirma que nenhuma outra cultura "produziu um diálogo espirituoso, mais elegante, e provocando cheio de linguagem indescritível e camuflagem e gestos, sentimentos refinados e crítica subtil" do que Rococó teatro, especialmente a da França. [2]
Até o final do século 18, rococó foi largamente substituído pelo estilo neoclássico. Em 1835, o Dicionário da Academia Francesa declarou que a palavra Rococó "normalmente cobre o tipo de ornamento, estilo e design associado com o reinado de Luís XV e início da de Louis XVI". Ele inclui, por conseguinte, todos os tipos de arte de todo o meio do século 18 na França. A palavra é visto como uma combinação da rocalhas Francês (pedra) e coquilles (shell), devido à dependência de estes objectos como motivos decorativos. [3] O termo pode também ser uma combinação da palavra italiana "barroco" (uma forma irregular pérola em forma, possivelmente a fonte da palavra "barroco") e o "rocaille" francês (uma forma popular de jardim ou ornamentação interior usando escudos e seixos) e pode descrever o estilo refinado e fantástico que se tornou moda em partes da Europa no do século 18. [4] Devido ao amor Rococó de curvas em forma de concha e se concentrar em artes decorativas, alguns críticos usou o termo para sugerir pejorativamente que o estilo era frívola ou simplesmente à moda. Quando o termo foi usado pela primeira vez em Inglês em cerca de 1836, era um coloquialismo que significa "à moda antiga". O estilo recebeu duras críticas e foi visto por alguns como sendo superficial e de mau gosto, [5] [6], especialmente quando comparado com o neoclassicismo; apesar disso, tem sido elogiado por suas qualidades estéticas, [5] e, desde meados do século 19, o termo foi aceito pelos historiadores da arte. Embora ainda haja algum debate sobre o significado histórico do estilo à arte em geral, rococó é agora amplamente reconhecida como um importante período no desenvolvimento da arte europeia.
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